sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Boris e os garis











Marcelo Carneiro da Cunha
De São Paulo


Estimados leitores, bem-vindos a 2010 e à alma do Boris Casoy. Pois foi a ela que tivemos acesso no último dia 31 de dezembro, quando ele, sem saber que o áudio do programa que apresenta continuava sendo transmitido, falou as suas famosas linhas "que merda, dois lixeiros desejando felicidades...do alto de suas vassouras... dois lixeiros... o mais baixo na escala do trabalho".

Pois eu discordo, estimado jornalista Boris Casoy. Naquele momento, foi o senhor quem representou o que existe de mais baixo na escala do trabalho, que é ser dotado de um desrespeito profundo por quem trabalha, e muito duro. E isso, como eu sei, o senhor sabe, a torcida do Corinthians e o senhor aqui ao lado sabem, foi uma vergonha.

Mas, como também bem o sabemos todos nós, o senhor não está sozinho. Dias atrás, um CEO de um dos maiores grupos de comunicação no Brasil disse que sua empresa tratava igualmente "desde os mais importantes até os mais irrelevantes" colaboradores. Bom, para esse neto da minha avó Jovita, se eu considero alguém irrelevante, seguramente não o considero igual aos mais importantes, concordam?

O Boris Casoy mostrou que pensa exatamente do mesmo jeito. Alguns são importantes, outros são irrelevantes, tão irrelevantes que não deveriam sequer ter a permissão para apresentar seus desejos de feliz ano novo a todos nós, brasileiros, em especial aos mais importantes.

Pois eu, estimado Boris, que me considero muito, mas muito importante, ao menos aqui na minha luxuosa laje de Pinheiros, recebi com muito agrado os votos de felicidade dos dois garis. Mas, posso assegurar, que jamais convidaria o senhor sequer para um Grapette com Cheetos, por mais importante que o senhor seja. Por que o senhor, e sua fala confirma, é mau. Aliás, o senhor é de direita, o que, aqui em casa, dá quase no mesmo.

Na verdade, Boris Casoy traz à tona o eterno debate sobre a relação das classes sociais no Brasil. Boris Casoy expõe o que um setor da classe mais poderosa pensa das demais classes, todas elas as mais baixas, para eles. E precisamos pensar nisso, todos nós.

Porque se o Brasil representa a possibilidade de uma democracia racial, e, quem sabe ainda um dia, uma democracia social, esse pensamento do Boris precisa ser um pensamento minoritário e deslegitimado em nossa sociedade. Precisamos deixar claro que o repudiamos, mesmo que compreendamos que ele existe. Precisamos afirmar, publicamente, que um gari, um motorista, um porteiro, mesmo que ocupando degraus mais baixos na escala salarial (e aqui estão mencionados um motorista e um porteiro porque dois representantes dessas categorias tiveram participações centrais em grandes eventos políticos recentes no Brasil) não são, nunca serão, o mais baixo na escala que importa, que é a escala da cidadania.

O pensamento elitista e discriminatório está entre nós, e isso é uma infeliz consequência da soma da nossa imperfeição com nosso passado escravocrata. Temos que admitir, temos que lutar contra. E o fazemos. Dos 361 comentários sobre o episódio Boris e os garis, que li em um portal, UM apenas defendia Boris, de alguma forma. De alguma maneira, a nossa cidadania foi ativada, e para o lado certo, nesse episódio triste.

Poderia ser pior. Outro jornalista igualmente de direita, igualmente poderoso, igualmente desconhecido em sua alma, nos mostrou a sua verdade de maneira muito pior, assassinando a sangue frio uma jovem que teve o azar de o repelir. E assim como Boris Casoy parece escapar com apenas um pedido sem graça de desculpas, Pimenta Neves, assassino confesso está até hoje em liberdade e isso sim, é uma vergonha, das que doem em todos nós.

Boris Casoy falou o que muitos falam, mas teve contra si o fato de fazê-lo em público e ser um daqueles arautos da moralidade, com seu bordão "Isso é uma vergonha". Assim como bispos e bispas, esses arautos, frequentemente, são vítimas de sua própria inconsistência e da sua própria imoralidade, amplificada pela pureza que aparentam.

Nesse caso, ganhamos todos, até mesmo os garis, que seguramente estão até agora recebendo o apoio de todos os como eu, indignados com essa maldade gratuita. Eles não perderam nada e preservaram a sua dignidade. A eles, o meu aplauso, o meu pedido de que sigam sendo os mesmos e desejando felicidades a todos, mesmo os mais importantes.

É por aí que vamos ultrapassar esses preconceitos mais idióticos que ainda nos assolam, e é por aí que vamos equilibrar grandes atos, como a eleição de um presidente operário, com os pequenos atos que definem o nosso cotidiano.

E para todos vocês leitores, de um sujeito nada, mas nada importante mesmo, por mais que apregoe o contrário, os meus mais sinceros desejos de um super 2010, para todos, todos, todos. Menos o Boris.





Marcelo Carneiro da Cunha é escritor e jornalista. Escreveu o argumento do curta-metragem "O Branco", premiado em Berlim e outros importantes festivais. Entre outros, publicou o livro de contos "Simples" e o romance "O Nosso Juiz", pela editora Record. Acaba de escrever o romance "Depois do Sexo", que foi publicado em junho pela Record. Dois longas-metragens estão sendo produzidos a partir de seus romances "Insônia" e "Antes que o Mundo Acabe", publicados pela editora Projeto.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

VAGAS PARA IDOSOS E DEFICIENTES































Começo o ano com uma agenda,sui generis,rs.
Sou agora um guerreira do Incrível Exército dos Sonhadores Despertos.
Começo SOZINHA uma cruzada para tirar as leis do papel.
Começo pelo meu bairro e começo pelos lugares onde existem vagas de estacionamento.
Em frente ao BIC,vejo um carrão preto ocupando uma vaga especial,entro e peço para falar com o gerente,explico do que se trata e ele pergunta quem sou.
Respondo que sou sou uma brasileira e uma cidadã e que também sou defensora dos direitos humanos.
O gerente é muito simpático,todos no banco são. Me informam que construíram a calçada em parceria com o pessoal da prefeitura que constrói calçadas ",rs.
Absurdo, já não pagamos impostos para isso?
Em frente ao banco tem uma vaga,é o que importa,mas eles não têm como proibir que "engraçadinhos" estacionem no local pois ela fica na via pública.
Deixo um bilhete para o dono(a) do carrão.
Pessoas "de bem" não devem fingir que a lei não existe. Atravesso a rua e entro no meu banco. Pergunto para a gerente se o meu banco respeita a lei,gentilmente ela diz que sim.
O banco tem estacionamento próprio. Acredito,mas mesmo assim vou até o estacionamento.
Cadê as tais vagas? Nada!
Volto e parabenizo a gerente pelas vagas..........que não existem e digo que vou denuncia-los.Não sem antes desejar-lhe um ótimo ano novo.Afinal, ela não é a dona do banco.
Resumo: dos sete estacionamentos que visitei,só dois tinham vaga especial. Quatro se comprometeram a criar as vagas. Afinal,não custa nada e é bom cumprir a lei.Quanto mais lugares criarem essas vagas mais lugares farão o mesmo. Foi um bom dia.
Assim espero.
Espero também que mais pessoas assumam atitudes de fiscalizar seu bairro,sua rua,sua cidade,seu estado,seu país.
São pequenos gestos que acabam fazendo grande diferença.
Porque a sociedade somos todos nós.




By Athena

Fotos
http://todoprosa.blogspot.com/2009/05/vagas-para-idosos-e-deficientes.html

sábado, 2 de janeiro de 2010
















O ano acabou e começou de novo.
Tão rápido qunto uma chuva de verão.
Que em 2010 nossos sonhos ganhem espaço.
Que nossa comunidade continue crescendo e que os direitos humanos ganhe mais defensores.
Que as leis sejam respeitadas por todos.
Que nenhuma injustiça seja cometida.
Que o nosso honrado STF seja um exemplo de respeito as leis ao bom senso e ao cidadão brasileiro.
Que o nosso presidente seja digno e liberte Battisti.
Que a alegria não seja apenas uma esperança e que a luz da fé naquilo em que acreditamos aclare nosso caminho.


Nossa solidariedade para com os familiares das vítimas dos desabamentos em Angra dos Reis.
Mais uma tragédia....das tantas anunciadas.


Para todos um ano repleto de realizações.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Sobre Refugiados Políticos e os "suicidios" desses em cadeias italianas

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Comitê de apoio a refugiados Políticos: Mais um "suicidio" nas prisões italianas.

Caro Min. Tarso,
As prisões da Itália parecem até as das ditaduras latino-americanas dos anos 60-70.
Sua ação como Ministro da Justiça brasileira é essencial para o caso de Battisti!
Todo o nosso apoio.
Abraços, boas Festas!
Marcos Arruda - PACS






Comitê de Apoio aos Refugiados Políticos – CARP – Rio de Janeiro

Mais um suicídio de preso político nas prisões italianas! Por quê?

Na Itália, nos primeiros dez meses deste ano, 61 presos optaram pelo suicídio no lugar de ficar nas “seções especiais de isolamento” que os Tribunais impõem através do artigo 41Bis a todos os presos considerados “perigosos”. Agora o 62º suicídio por enforcamento foi da militante das Brigadas Vermelhas, Diana Blefari Melazzi, (38), por não agüentar mais o sistemático isolamento, após seis anos e meio de prisão.  

Apesar do que foi veiculado na revista Carta Capital (a mando do então Sub-Secretario das Relações Exteriores italiano, Donato di Santo e de então embaixador italiano, Valensise) para os terroristas o 41Bis é obrigatório e a cadeia perpetua (ergástulo) é mantida para todos os presos políticos que não colaboraram durante as investigações.

Para Diana Blefari Melazzi (38) o suicídio por enforcamento foi a trágica saída do regime de isolamento especial. Presa em 2003 e condenada à prisão perpétua em 2005, a ex-brigatista Diana Blefari Melazzi começou logo a manifestar “problemas psicofísicos tanto que nos últimos quatros anos foi submetida a 30 perícias psiquiátricas, além de várias “medicações” no hospital psiquiátrico penitenciário de Montelupo Fiorentino, depois na prisão de Sollicciano, na penitenciária de L’Aquila e por último no complexo penitenciário de Roma (cárcere de Rebibbia).

Seus advogados e os familiares pediam, apenas, uma transferência para uma clínica psiquiátrica onde fazer um tratamento específico e, uma vez curada, voltar para a penitenciária. Pediam, também, que em função de sua doença lhe fosse retirado o 41Bis, isto é, o isolamento nas seções especiais para “terroristas”.

Após o suicídio da ex-brigatista, Luigi Manconi, Sub-Secretário de Justiça do anterior governo de centro-esquerda, declarou ao jornal La Repubblica “No meu tempo foram feitas dezenas de perícias psiquiátricas, segundo as quais resultou, sem nenhuma dúvida, que a Blefari sofria com graves distúrbios mentais. Mesmo assim a magistratura nunca quis tomar conta disso”.

O atual ministro da Justiça do governo Berlusconi, Angelino Alfano, após o anúncio do suicídio declarou em conferência de imprensa que “... A estabelecer que Diana Blefari Melazzi pudesse suportar a prisão, mesmo tendo em conta seu estado psicofísico, foram os magistrados do Tribunal, visto que não é o ministro que decide quem deve ficar ou não nas prisões”. (no jornal Il Messaggero, 02/11/2009)

Por isso, Caterina Calia e Valerio Spigorelli, os advogados da brigatista Diana Blefari Melazzi, no dia 02 de Novembro convocaram uma conferência de imprensa para denunciar que “... Diana Blefari Melazzi não foi tratada porque era uma terrorista das Brigadas Vermelhas: e foi por isso que ela chegou facilmente ao suicídio, sem alguma intervenção por parte do tribunal e das autoridades penitenciárias. Se ela fosse acusada de crimes comuns, certamente teria sido tratada, mas por ser acusada de terrorismo, prevaleceu a tendência do Estado de optar pelo poder da punição esquecendo o direito de salvar uma pessoa”. (jornal La Repubblica 02/11/2009)

Os advogados, diante dos jornalistas, acusaram o sistema judiciário e penitenciário italiano de ter implementado, desde 1978, um regime de isolamento especial para os presos políticos que prevê uma destruição psicofísica, sobretudo, no caso daqueles que não colaboraram com os investigadores.  De fato, o suicídio da brigatista aconteceu 15 dias após o interrogatório dos agentes da polícia política DIGOS, na prisão Rebibbia. Será apenas uma casualidade?

O regime especial do 41Bis não provocou apenas o suicídio de Diana Blefari Melazzi. Desde 1974 até hoje foram registrados 13 “suicídios” de presos políticos (Bruno Valli, 1974; Lorenzo Bortoli, 1981; Francesco Berardi, 1979; Eduardo Arnaldi, 1980; Marino Pallotto, 1980; Alberto Buonoconto, 1980; Manfredi De Stefano, 1984; Dario Bertagna, Mario Scrocca, 1987; Claudio Carbone, 1993; Edoardo Massari, 1998; Maria Soledad Rosas, 1998). Sem considerar os outros presos políticos que morreram por “causas naturais”, apesar de seus advogados dizerem que isto aconteceu por falta de tratamento médico nas prisões especiais onde estavam, como resultou evidente nos casos de Fabrizio Pelli (leucemia) e Nicola Giancola (enfarte).

Diferentemente do juiz Franco Ionta, responsável do DAP (Departamento Penitenciário) , Angiolo Marroni, responsável da situação dos presos na região Lazio sublinha “...Ninguém quis tomar conta do caso, de fato em 2007 foi lançado o alarme quando eu denunciei que a condição física da Blefari havia piorado tornando-se um sujeito esquizofrênico e inabilitado psiquicamente”. (tradução do jornal La Repubblica de 02/11/2009) .

O suicídio anunciado de Diana Blefari Melazzi obriga a fazer uma reflexão sobre o suicídio anunciado de Cesare Battisti. De fato, por uma vez, apenas uma vez é necessário perguntar: se as prisões italianas são assim rósea e humanitárias, tal como foram apresentadas por um ex-juiz brasileiro, por que nos últimos nove anos registraram mais de 510 suicídios por enforcamento nas prisões italianas?

Se os presos políticos (não arrependidos) e condenados a prisão perpétua teriam possibilidade de sair em apenas 12 anos, tal como escreveu o comentarista de Carta Capital, porque a cada ano se registra o suicídio de um ou dois deles?

Será que tudo isso é casual? Ou será que a condenação à cadeia perpétua, associada ao isolamento especial do 41Bis, é, ainda, a “solução ideal” para provocar a destruição psíquica e a auto-eliminaçã o dos antigos inimigos do Estado? 

CARP
Comitê de Apoio aos Refugiados Políticos

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Mercosul- Venezuela.

Fico feliz que a Venezuela tenha sido aceita no Mercosul. Para os críticos de plantão,eu aviso: O Hugo Chavez passa,mas a Venezuela não.
Faço minhas todas as palavras do senador Pedro Simon.
Eu também quero um continente forte,livre e solidário.




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Venezuela se tornou o mais novo membro associado do Mercosul (Mercado Comum do Sul). O anúncio feito na Cúpula do Mercosul realizado na cidade argentina de Puerto Iguaçu, dias 7 e 8, representa mais um passo na proposta de integração latinoamericana liderada pelo país caribenho.






http://www.voltairenet.org/article121418.html

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

o Prêmio Direitos Humanos 2009, na categoria Dorothy Stang será concedido a Manoel de Mattos

Manuel de Matos, advogado e vice-presidente do PT de Pernambuco, assassinado em Janeiro de 2009 por PM. jurado de morte por ser DEFENSOR incansável dos DH, vai ser o premiado do Premio de DH categoria Dorothy Stang - 2009.

 APOIAMOS

O prêmio será concedido para chamar a atenção dos crimes de mando geralmente insoluveis e consequentemente impunes. Visa tb. a FEDERALIZAÇÃO de crimes, que em casos como esse deve passar para CRIME FEDERAL e ser julgado em âmbito federal e não estadual , que facilita essa impunidade.  Abaixo pronunciamento do Ministro Paulo Vanucchi.

Federalização, combate à impunidade e justiça

TENDÊNCIAS/DEBATES

Federalização, combate à impunidade e justiça

PAULO VANNUCHI e FLÁVIA PIOVESAN


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A afirmação do Estado de Direito requer respostas eficazes a romper a contínua e destemida ação dos grupos de extermínio
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VÍTIMA DA atuação articulada de grupos de extermínio, o advogado pernambucano Manoel de Mattos foi executado em janeiro, na Paraíba. No próximo dia 21, em Brasília, o Prêmio Direitos Humanos 2009, na categoria Dorothy Stang (que premia defensores de direitos humanos), será concedido a ele, "in memoriam", e recebido por sua mãe, Nair de Mattos.
Marcado para morrer, o defensor era ameaçado por denunciar dezenas de execuções sumárias na região. Seu caso, em 2002, recebeu especial atenção da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, da OEA, com a concessão de medidas cautelares para que sua vida fosse resguardada, e as ameaças, devidamente investigadas.
Esse caso revela de forma emblemática o padrão de violência que acomete toda uma região na divisa entre a Paraíba e Pernambuco, onde estão as cidades Pedras de Fogo e Itambé, marcada pela atuação de grupos de extermínio compostos por particulares e agentes estatais (policiais civis e militares e agentes penitenciários) e acobertados pela certeza da impunidade. Segundo o relatório da CPI sobre grupos de extermínio na região Nordeste, em dez anos, mais de 200 execuções sumárias ocorreram na divisa entre aqueles Estados.
Em 22/6, o procurador-geral da República solicitou ao Superior Tribunal de Justiça que fosse transferida a investigação, o processamento e o julgamento do caso Manoel Mattos para as instâncias federais.
O incidente de deslocamento de competência (IDC) fundamenta-se em três argumentos: a existência de grave violação a direitos humanos; o risco de responsabilização internacional decorrente do descumprimento de obrigações jurídicas assumidas em tratados internacionais; e a incapacidade das instâncias locais de oferecer respostas efetivas. Na sessão de 13/8 do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, foi aprovada por unanimidade moção de apoio ao IDC, com destaque à importância da federalização para o combate à impunidade. Também se constituiu comissão especial que esteve na região e cujo trabalho sinaliza que o crime não restará impune.
Por meio da federalização, cria-se um sistema de salutar cooperação institucional para o combate à impunidade. De um lado, encoraja-se a firme atuação do Estado, sob o risco do deslocamento de competências. Por outro, aumenta-se a responsabilidade das instâncias federais para o efetivo combate à impunidade das graves violações aos direitos humanos. O impacto há de ser o fortalecimento das instituições locais e federais.
Permite ainda a federalização ampliar a responsabilidade da União em matéria de direitos humanos no âmbito interno, em consonância com sua crescente responsabilidade internacional. Atualmente, há 98 casos pendentes de apreciação na mencionada comissão interamericana contra o Brasil. Desse universo, apenas dois apontam a responsabilidade direta da União pela violação de direitos humanos. Nos demais casos -98% deles-, a responsabilidade é das unidades da Federação.
Com a federalização, restará aperfeiçoada a sistemática de responsabilidade nacional e internacional diante das graves violações dos direitos humanos, o que aprimorará o grau de respostas institucionais nas diversas instâncias federativas.
Para os Estados cujas instituições responderem de forma eficaz às violações, a federalização não terá nenhuma incidência maior. Para aqueles cujas instituições mostrarem-se falhas, ineficazes ou omissas, estará configurada a hipótese de deslocamento de competência para a esfera federal.
A afirmação do Estado de Direito requer respostas eficazes a romper a contínua e destemida ação dos grupos de extermínio, pautada na promíscua aliança de agentes públicos e privados, que institucionaliza a barbárie, alimentando um círculo vicioso de insegurança, desrespeito e impunidade.
Nesse contexto, cabe ao Superior Tribunal de Justiça o desafio de honrar a federalização como efetivo instrumento para o combate à impunidade e para garantir justiça nas graves violações de direitos humanos.


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PAULO VANNUCHI, 59, é ministro da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República e presidente do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana.

FLÁVIA PIOVESAN, 40, doutora em direito constitucional e direitos humanos e professora da PUC-SP, PUC-PR e Universidade Pablo de Olavide (Sevilha, Espanha), é membro do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana.


https://conteudoclippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2009/12/14/federalizacao-combate-a-impunidade-e-justica

Invalidada a Lei Afonso Arinos?





Mais uma vítima do SIONISMO, segregação, incitação ao ódio e aos movimentos sociais:

"Cena 1

Três jovens de classe média, estudantes de medicina, são presos em flagrante anteontem à tarde em Ribeirão Preto/SP após baterem nas costas de um homem com um tapete de borracha enrolado.

A vítima Geraldo Garcia, 55, caiu da bicicleta em que ia para o trabalho.

Eram 6 hs da manhã, a vítima ia para o trabalho e os caras vinham da gandaia.

Não contentes enquanto agrediam Geraldo gritavam, segundo testemunhas, "toma nego".

Foram presos acusados de lesão corporal e "injúria com conotação racial" ou para ser mais explícito racismo.



Cena 2

O juiz Ricardo Braga Monte Serrat, entendeu que os acusados cometeram crime de "injúria qualificada, pela conotação racista", o que, ao contrário do crime de racismo, é afiançável. E soltou os três.



Resumo da Ópera

Devido ao jogo de palavras do nosso juridiqês, Geraldo, agredido e ofendido e humilhado foi quem saiu perdendo. E a "elite" foi dormir tranquila.

Do Blog : Ousar Lutar , Ousar Vencer







Comentando o fato:
Tem 13 anos que jovens da classe média alta queimaram um índio "achando que era mendigo", tem cinco anos que uma cidadã NEGRA, no ponto de ònibus foi surrada por jovens de classe média que vinham tb. da gandaia. Eles alegaram "achamos que era uma prostituta". Diariamente os "machoes" surram e matam homessexuais. BONINHO, diretor do BBB, tem como Hobby, atirar ovos podres nas "gentinhas" que passam na calçada de seu apto.
NENHUM desses casos foram punidos. Todos os casos exemplificados, foram cometidos contra a classe maioritaria  de nossa população: Os Excluidos. Todos os casos foram afiançaveis, apesar de barbaros

E Vai começar o BBB. Certamente essa mesma população retaliada , excluida será a maioria dos telespectadores.

Eu pergunto: QUEM VAI PRO PAREDON?
Se liga galera, JUNTOS SOMOS FORTES