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quinta-feira, 20 de maio de 2010

Casal gay condenado a 14 anos de prisão no Malawi

Sou mulher é gosto de homem,mas tenho que defender o direito que as pessoas possuem de ser diferentes de mim.
Não sou dona da verdade,ninguém é.
Isso tudo acontece por conta de uma religião que deturpou o conceito de dignidade.
Que direito eu tenho de impor minhas verdades?Nenhum.








Um casal de homens homossexuais foi condenado a 14 anos de prisão no Malawi, país da África Oriental. Os homens foram considerados culpados por perversidade sexual e atentado grave ao pudor.

Steven Monjeza e Tiwonge Chimbalanga, ambos na casa dos 20 anos, estavam presos desde Dezembro, altura em que celebraram uma cerimónia tradicional de noivado.

A condenação do casal, no início desta semana, causou revolta na comunidade internacional. A sentença foi anunciada hoje, quinta-feira.

A homossexualidade é proibida pelas leis de Malawi desde a época colonial.

Nyakwawa Usiwa-Usiwa, juiz que proferiu a sentença, disse: "Darei uma sentença rigorosa para que o público esteja protegido de gente como vocês, para que não sejamos tentados a copiar esse exemplo horrendo".

Segundo o correspondente da BBC Raphael Tenthani, Monjeza começou a chorar ao ouvir as palavras do juiz.

Karen Allen, correspondente da BBC na África do Sul, disse que, com a sentença, é possível que o Malawi seja alvo de ameaças diplomáticas de países europeus. A pena é considerada uma das mais severas dadas a um casal gay, embora em países como o Irão, a homossexualidade seja punida com a pena capital.

Visão internacional

A defesa do casal argumentou, em vão, que ninguém foi prejudicado pelas acções dos jovens.

Para Michelle Kagari, vice-directora da Amnistia Internacional para África, o casal pode ser considerado "prisioneiro de consciência".

“Estar num relacionamento não deveria ser um crime. Os direitos humanos, os direitos deles foram flagrantemente violados", disse Kagari.

A activista classificou a condenação do casal como um "passo atrás" para o Malawi.

De acordo com a Amnistia, o casal teria sido espancado pela polícia e Tiwonge Chimbalanga, um dos condenados, teria sofrido exames anais forçados para verificar se o relacionamento foi "consumado".

Segundo a vice-directora, este tipo de exame, sem consentimento, "contraria a proibição absoluta de tortura e outras formas de tratamento desumanas, cruéis e degradantes".

Sendo um país que depende em 40% de doações e ajuda comunitária, a pressão diplomática exterior pode trazer efeitos negativos para o Malawi.



(Fonte)
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=1574714

sábado, 15 de maio de 2010

LIBERDADE PARA NUESTRA GENTE!

LIBERDADE PARA NUESTRA GENTE!


13 DE MAIO: DIA DO QUE!?

Em1983, em foto de capa intitulada TODOS NEGROS, via-se policiais cariocas
levando grupo de favelados negros atados pelo pescoço por uma corda.
Semelhante a pinturas do séc. XIX (capataz com chicote ao lado de escravos
amarrados), da foto, de Luiz Morier, atualíssima, questiona-se:
Por que a data-referência da "libertação dos negros"?
Qual é seu exato significado?
Ora, ainda viva na população brasileira a crença da "democracia racial",
um só olhar e se nota a profunda discriminação de etnias. São dos negros
os empregos socialmente inexpressivos. Evidência a derrubar
o imaginário de 2 séculos.Nem com o Dia da Consciência Negra aboliu-se
a reverência aoritual do 13 de maio. A elite contrária a políticas de cotas
e ao Estatuto da Igualdade Racial, hipócrita, finge ignorar:
só com reforma agrária e iguais oportunidades haverá liberdade!

(Caos Markus)
 Pense sobre isso.
 Conheça a luta para titularização de Terras no ES (A Luta nos QUILOMBOLAS )
1- Quando acabou a escravidão (no famoso 13 de maio) para onde foram mandados os escravos agora libertos?
2 - Quem inventou as favelas no Rio, no Brasil, na América Latina, no mundo?
3 – Se tivesse sido feita, desde há 120 anos atrás, a Reforma Agrária, quantos milhões de pessoas morariam no campo ao invés dos morros ou lixões do Rio?


4 – Por que ¼ da população do Rio “quer” morar em favelas?
5 – Quais alternativas foram apresentadas, nos últimos 50 anos para deixar a favela? Qual plano de construções populares, construídas a menos de um quilômetro da favela a ser removida? Qual o valor da mensalidade a ser paga até resgatar o total do valor da casa em 30 anos? Qual a relação deste valor com o salário do morador removido?
6 – Por que as pessoas “escolhem” morar em barracos em cima de barrancos ou na beira de córregos poluídos e em situação de risco?
7 – Por que as pessoas das favelas teimam em não querer mudar de lugar de moradia?
Deixe a sua resposta, ou então, suas conclusões.

(Caos Markus) Enviada Por Meio Ambiente com a colaboração de Nanda Tardin

Vamos manter viva a universidade dos trabalhadores!


por José Arbex Jr. (texto originalmente publicado na revista Caros Amigos)  

Caros(as) amigos(as): 

A Escola Nacional Florestan Fernandes pede a sua ajuda urgente para se manter em funcionamento (veja como contribuir, no final deste texto). 

Situada em Guararema (a 70 km de São Paulo), a escola foi construída, entre os anos 2000 e 2005, graças ao trabalho voluntário de pelo menos mil trabalhadores sem terra e simpatizantes. Nos cinco primeiros anos de sua existência, passaram pela escola 16 mil militantes e quadros dos movimentos sociais do Brasil, da América Latina e da África. Não se trata, portanto, de uma “escola do MST”, mas de um patrimônio de todos os trabalhadores comprometidos com um projeto de transformação social. Entretanto, no momento em que o MST é obrigado a mobilizar as suas energias para resistir aos ataques implacáveis dos donos do capital, a escola torna-se carente de recursos. Nós não podemos permitir, sequer tolerar a ideia de que ela interrompa ou sequer diminua o ritmo de suas atividades. 

A escola oferece cursos de nível superior, ministrados por mais de 500 professores, nas áreas de Filosofia Política, Teoria do Conhecimento, Sociologia Rural, Economia Política da Agricultura, História Social do Brasil, Conjuntura Internacional, Administração e Gestão Social, Educação do Campo e Estudos Latino-americanos. Além disso, cursos de especialização, em convênio com outras universidades (por exemplo, Direito e Comunicação no campo). 

O acervo de sua biblioteca, formado com base em doações, conta hoje com mais de 40 mil volumes impressos, além de conteúdos com suporte em outros tipos de mídia. Para assegurar a possibilidade de participação das mulheres, foram construídas creches (as cirandas), onde os filhos permanecem enquanto as mães estudam.


A escola foi erguida sobre um terreno de 30 mil metros quadrados, com instalações de tijolos fabricados pelos próprios voluntários. Ao todo, são três salas de aula, que comportam juntas até 200 pessoas, um auditório e dois anfiteatros, além de dormitórios, refeitórios e instalações sanitárias. Os recursos para a construção foram obtidos com a venda do livro Terra (textos de José Saramago, músicas de Chico Buarque e fotos de Sebastião Salgado), contribuições de ONGs europeias e doações. 

Claro que esse processo provocou a ira da burguesia e de seus porta-vozes “ilustrados”. Não faltaram aqueles que procuraram, desde o início, desqualificar a qualidade do ensino ali ministrado, nem as “reportagens” sobre o suposto caráter ideológico das aulas (como se o ensino oferecido pelas instituições oficiais fosse ideologicamente “neutro”), ou ainda as inevitáveis acusações caluniosas referentes às “misteriosas origens” dos fundos para a sustentação das atividades. As elites, simplesmente, não suportam a ideia que os trabalhadores possam assumir para si a tarefa de construir um sistema avançado, democrático, pluralista e não alienado de ensino. Maldito Paulo Freire! 

Os donos do capital têm mesmo razões para se sentir ameaçados. Um dos pilares de sustentação da desigualdade social é, precisamente, o abismo que separa os intelectuais das camadas populares. O “povão” é mantido à distância dos centros produtores do saber. A elite brasileira sempre foi muito eficaz e inteligente a esse respeito. Conseguiu até a proeza de criar no país uma universidade pública (apenas em 1934, isto é, 434 anos após a chegada de Cabral) destinada a excluir os pobres. 

Carlos Nelson Coutinho e outros autores já demonstraram que, no Brasil, os intelectuais que assumem a perspectiva da transformação social sempre encontraram dois destinos: ou foram cooptados (mediante o “apadrinhamento”, a incorporação domesticada nas universidades e órgãos de serviços públicos, ou sendo regiamente pagos por seus escritos, ou recebendo bolsas e privilégios etc.), ou os poucos que resistiram foram destruídos (presos, perseguidos, torturados, assassinados). 

Apenas a existência de movimentos sociais fortes, nacionalmente organizados e estruturados poderia fornecer aos intelectuais oriundos das classes trabalhadoras ou com elas identificados a oportunidade de resistir, produzir e manter uma vida decente, sem depender dos “favores” das elites. Ora, historicamente, tais movimentos foram exterminados antes mesmo de ter tido tempo de construir laços mais amplos e fortes com outros setores sociais. 

A ENFF coloca em cheque, esse mecanismo histórico. A construção da escola só foi possibilitada pela prolongada sobrevivência relativa do MST (completou 25 anos 2009, um feito inédito para um movimento popular de dimensão nacional), bem como o método por ele empregado, de diálogo e interlocução com o conjunto da nação oprimida. Esse método permitiu o desenvolvimento de uma relação genuína de colaboração entre a elaboração teórica e a prática transformadora. 

É uma oportunidade histórica muito maior do que a oferecida ao próprio Florestan Fernandes, Milton Santos, Paulo Freire e tantos outros grandes intelectuais que, apesar de todos os ataques dos donos do capital, souberam apoiar-se no pouquíssimo que havia de público na universidade brasileira para elaborar suas obras. 

Veja como você pode participar da Associação dos Amigos da Escola Florestan Fernandes 

Em dezembro, um grupo de intelectuais, professores, militantes e colaboradores resolveu criar a Associação dos Amigos da Escola Nacional Florestan Fernandes, com três objetivos bem definidos: 1 – divulgar as atividades da escola, por todos os meios possíveis, incluindo sites, newsletter e blogs; 2 – iniciar uma campanha nacional pela adesão de novos sócios; 3 – promover uma série intensa de atividades, em São Paulo e outros estados, para angariar fundos, com privilégios especiais concedidos aos membros da associação. 

O seu Conselho de Coordenação é formado por José Arbex Junior, Maria Orlanda Pinassi e Carlos Duarte. Participam do Conselho Fiscal: Caio Boucinhas, Delmar Mattes e Carlos de Figueiredo. A sede situa-se na Rua da Abolição n° 167 - Bela Vista - São Paulo – SP – Brasil - CEP 01319-030. 

Existem duas modalidades de associação: a plena e a solidária. A única diferença entre ambas as modalidades consiste no valor a ser pago. Ambas asseguram os mesmos direitos e privilégios estendidos aos associados. 

Para ficar sócio pleno, você deverá pagar a quantia de R$ 20,00 (vinte reais) mensais; para tornar-se sócio solidário, você poderá contribuir com uma quantia maior ou menor do que os R$ 20,00 mensais. Esses recursos serão diretamente destinados às atividades da escola ou, eventualmente, empregados na organização de atividades para coleta de fundos (por exemplo: seminários, mostras de arte e fotografia, festivais de música e cinema). 

Para participar e contribuir, clique aqui , faça o download da Ficha de Adesão (PDF), imprima, preencha e envie por email para associacaoamigos@enff.org.br . Caso você seja do Rio de Janeiro, envie uma cópia do email para amigosdaenff.rj@gmail.com

Para obter mais informações, procure a secretaria executiva Magali Godoi através dos telefones: (11) 3105-0918; (11) 9572-0185; (11) 6517-4780, ou do correio eletrônico: associacaoamigos@enff.org.br 

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Portabilidade......a liberdade de todos nós.

Portabilidade......liberdade de todos nós.

CUMPRA-SE A LEI !




Saiba como funciona a portabilidade bancária


- O trabalhador deve receber por conta-salário;

- Ele deve ir até a sua agência bancária e informar por escrito em qual conta quer que seu salário seja depositado (qualquer tipo de conta);

- O prazo máximo para transferência é de cinco dias;

- O salário deve ser depositado no mesmo dia em que é depositado na conta dos funcionários que recebem pelo banco determinado pelo empregador;

- A transferência sem custos só vale para quem recebe por conta-salário.


Portabilidade numérica( telefone).

A portabilidade numérica é uma facilidade que possibilita ao cliente de serviços de telefonia fixa e móvel manter o número do telefone (código de acesso) a ele designado, independentemente da operadora do serviço a que esteja vinculado.

São três as categorias de portabilidade numérica que serão implementadas no Brasil, de forma combinada:



1. Portabilidade de Operadora de Serviço: permite que o cliente mude de operadora e mantenha o seu número telefônico, sem mudar de endereço;


2. Portabilidade de Localização: permite que o cliente mantenha o número de telefone ao mudar-se para um novo endereço, sem mudar de operadora;


3. Portabilidade de Serviço: permite que o cliente mantenha o número de telefone ao mudar o seu plano de serviço, ou seja, pode passar de um plano de pré-pago para pós-pago ou vice-versa.


Em suma, os clientes podem mudar de endereço, de operadora e/ou de plano de serviço e manter o mesmo número do telefone.

a) Na telefonia fixa, os clientes podem:

1. mudar de endereço, sem mudar de operadora, desde que seja na mesma Área Local;

2. mudar de operadora sem mudar de endereço;

3. mudar de endereço e de operadora, desde que na mesma Área Local;

4. mudar de plano de serviço sem mudar de operadora.


b) Na telefonia móvel, os clientes podem:

1. mudar de operadora dentro da mesma Área de Registro (DDD).

2. mudar de plano de serviço.


4. Prazo de Atendimento da Portabilidade Numérica: O serviço de Portabilidade Numérica que permite trocar de operadora (Portabilidade Externa) atualmente tem o prazo para transferência da linha entre as operadoras de cinco dias úteis. A partir de 12/03/10, o tempo de transferência entre as operadoras terá seu prazo máximo reduzido de cinco dias úteis para três dias úteis.




Portabilidade de carência(planos de saúde)


Mudar de plano de saúde levando consigo as carências já cumpridas. Esse é o princípio da portabilidade de carências dos planos de saúde, regulamentada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) por meio da Resolução Normativa nº 186, de janeiro de 2009.

A partir de 15 de abril de 2009, os beneficiários de planos individuais de assistência médica com ou sem odontologia e de planos exclusivamente odontológicos contratados a partir de janeiro de 1999 ou adaptados à Lei nº 9.656/98, estão aptos a exercer a portabilidade de carências.

Para auxiliar o beneficiário que deseja exercer a portabilidade de carências e facilitar o acesso a informações daqueles que pretendem contratar um plano de saúde, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) desenvolveu o Guia ANS de Planos de Saúde, um sistema eletrônico que permite o cruzamento de dados para consulta e comparação de mais de 5 mil planos de saúde comercializados por aproximadamente 900 operadoras em atuação no mercado brasileiro.





Aplicativo Portabilidade Fácil ajuda você a fazer economia em suas ligações com o iPhone


http://blogdoiphone.com/2009/09/aplicativo-portabilidade-facil-ajuda-voce-a-fazer-economia-em-suas-ligacoes/


Lya Carvalho Jardim

quarta-feira, 5 de maio de 2010

QUEM SE OMITE, PERMITE!


Segunda-feira, Maio 03, 2010


LEI DE ANISTIA:
É MELHOR NÃO MEXER
POR QUE PODE FEDER
(Já disse e repito: só vamos ganhar algum jogo, quando as regras feitas pelo adversário, forem mudadas)
Minha primeira reação ao ouvir o relatório e o voto do ministro Eros Grau foi de incredulidade. Afinal, além de ser um cidadão engajado nas lutas contra a ditadura, ditadores, e torturadores, Eros Grau é um dos ministros da nova safra, nomeado por Lula.
É bem verdade que, dias antes, o novo presidente do STF (Cesar Peluso – também nomeado por Lula) deixou claro que aquela casa “é a casa da liberdade!”. Até então, eu pensava que a Suprema Corte fosse a CASA DA JUSTIÇA. Mas parece que isso mudou na gestão de Gilmar Mendes (nomeado por FHC), ao libertar Daniel Dantas. Ou quem sabe um pouco antes, na gestão de Marco Aurélio Mello (nomeado por Collor de Mello), quando libertou o outro banqueiro, Salvatore Cacciolla.
Mas voltemos à partida entre torturadores e torturados
Ouvi com atenção o interminável argumento do relator, e chequei a me assustar quando ele ameaçou de me pedir de volta a “merreca” que o Estado resolveu me pagar em troca de tudo o que perdi, ou deixei de ganhar. Mas não saí de frente da TV, aguardando o apito final. Estava certo de que ganharíamos a partida.
E mesmo depois do voto contrário do relator, ainda achei que dava para reverter o resultado. Afinal, a gente podia ganhar de sete a quatro:
Pela ordem: Celso Melo – nomeado por Sarney; Marco Aurélio – por Collor; Ellen e Gilmar – por FHC. Todos os outros: Peluso, Ayres Brito, Joaquim Barbosa, Eros Grau, Lewandowsk, Carmen Lúcia e Toffoli foram nomeados por Lula.
Mas o resultado foi arrasador: sete a dois para o adversário, com gol contra de três do nosso time (Peluso, Eros e Carmen Lúcia), sendo que dois preferiram ficar de fora da partida (Barbosa e Toffoli).
Se bem que a ausência desses dois me fez ter esperança de anulação do jogo. Afinal, o ex-presidente Gilmar garantiu que essa partida só poderia iniciar com a presença de TODOS os ONZE jogadores.
POR QUE PODE FEDER
1 – Tem muita gente viva (e como) envolvida nesse jogo entre Torturadores e Torturados;
2 – Para saber quem aceitou o texto da lei assim como está, basta verificar nos arquivos, que FHC disse que ninguém pode conhecer;
3 - E se ninguém quiser abrir esses arquivos, não é difícil saber quem são os negociadores de 1979. Basta consultar os sítios de busca na Internet e os arquivos do Elio Gaspari. Aqueles arquivos que ele disse que vai usar o quinto livro da série. Os nomes de quem mandava na oposição, ou se projetava politicamente no final dos anos setenta, lá estão;
4 – Mas o ministro Eros, deu uma boa “dica” quando disse que “não cabe ao Poder Judiciário rever o acordo político (sic) que, na transição do regime militar para a democracia, resultou na anistia de todos aqueles que cometeram crimes políticos e conexos a eles no Brasil entre 2 de setembro de 1961 e 15 de agosto de 1979”.
5 – Essa “dica” pode nos levar a cobrar do Poder Legislativo o que ele não fez em 1988 (quando redigiu o Art. 8° do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias) ou em novembro de 2002, quando avalizou a lei 10.559, enviada por FHC, no finzinho do mandato dele e do congresso. Nessas duas oportunidades o congresso tinha tudo para revogar a Lei 6.683 ou alterar os artigos e parágrafos que hoje permitem que não se faça Justiça contra quem torturou, estuprou, seqüestrou, matou, roubou e ainda deixou que o Brasil fosse governado pelos patrocinadores do golpe de 31 de março de 1964.
Congresso com “c” minúsculo não foi erro de digitação.
“JUIZ LADRÃO
Por que temos que baixar a cabeça diante de um juiz ladrão, que rouba, escandalosamente, o nosso time?
Por que continuar aceitando, pacificamente, as regras do jogo, quando sabemos que quem as fez, foi o adversário?
Precisamos criar novas regras, que sirvam a todos. Mas, antes, temos que expulsar de campo, o juiz ladrão”.

Postei esse texto, neste blog, em 1994 (ano de copa do mundo e de eleições), pensando que teríamos maioria no Congresso. Afinal os três candidatos a presidente, mais prováveis, eram FHC (Social Democrata (sic)); Lula e Brizola. E as duas casas do Congresso teriam maioria de parlamentares identificados com eles. Fui enganado.
Mas, quem sabe agora, a gente consegue?
M. Pacheco – em 03 de maio de 2010

Abaixo os Videos da atuação canalha do stf( minusculo):

Rejeitada ação contra Lei da Anistia: veja votos de dois ministros (2/5) (YouTube)

Veja votos de três ministros contra ação que contestava a Lei da Anistia (3/5) (YouTube)



Presidente do STF vota contra ação que contestava a Lei da Anistia (5/5) (YouTube)

segunda-feira, 3 de maio de 2010

A BELEZA DE SER

A Fome de Marina



Há pouco, Caetano Veloso descartou do seu horizonte eleitoral o presidente Lula da Silva, justificando: “Lula é analfabeto”. Por isso, o cantor baiano aderiu à candidatura da senadora Marina da Silva, que tem diploma universitário. Agora, vem a roqueira Rita Lee dizendo que nem assim vota em Marina para presidente, “porque ela tem cara de quem está com fome”.
Os Silva não têm saída: se correr o Caetano pega, se ficar a Rita come.
Tais declarações são espantosas, porque foram feitas não por pistoleiros truculentos, mas por dois artistas refinados, sensíveis e contestadores, cujas músicas nos embalam e nos ajudam a compreender a aventura da existência humana.


Num país dominado durante cinco séculos por bacharéis cevados, roliços e enxudiosos, eles naturalizaram o canudo de papel e a banha como requisitos indispensáveis ao exercício de governar, para o qual os Silva, por serem iletrados e subnutridos, estariam despreparados.
Caetano Veloso e Rita Lee foram levianos, deselegantes e preconceituosos. Ofenderam o povo brasileiro, que abriga, afinal, uma multidão de silvas famélicos e desescolarizados.
De um lado, reforçam a ideia burra e cartorial de que o saber só existe se for sacramentado pela escola e que tal saber é condição sine qua non para o exercício do poder. De outro, pecam querendo nos fazer acreditar que quem está com fome carece de qualidades para o exercício da representação política.


A rainha do rock, debochada, irreverente e crítica, a quem todos admiramos, dessa vez pisou na bola. Feio.“Venenosa! Êh êh êh êh êh!/ Erva venenosa, êh êh êh êh êh!/ É pior do que cobra cascavel/ O seu veneno é cruel…/ Deus do céu!/ Como ela é maldosa!”.




Nenhum dos dois - nem Caetano, nem Rita - têm tutano para entender esse Brasil profundo que os silvas representam.
A senadora Marina da Silva tem mesmo cara de quem está com fome? Ou se trata de um preconceito da roqueira, que só vê desnutrição ali onde nós vemos uma beleza frágil e sofrida de Frida Kahlo, com seu cabelo amarrado em um coque, seus vestidos longos e seu inevitável xale? Talvez Rita Lee tenha razão em ver fome na cara de Marina, mas se trata de uma fome plural, cuja geografia precisa ser delineada. Se for fome, é fome de quê?



O mapa da fome



A primeira fome de Marina é, efetivamente, fome de comida, fome que roeu sua infância de menina seringueira, quando comeu a macaxeira que o capiroto ralou. Traz em seu rosto as marcas da pobreza, de uma fome crônica que nasceu com ela na colocação de Breu Velho, dentro do Seringal Bagaço, no Acre.

Órfã da mãe ainda menina, acordava de madrugada, andava quilômetros para cortar seringa, fazia roça, remava, carregava água, pescava e até caçava. Três de seus irmãos não aguentaram e acabaram aumentando o alto índice de mortalidade infantil.

Com seus 53 quilos atuais, a segunda fome de Marina é dos alimentos que, mesmo agora, com salário de senadora, não pode usufruir: carne vermelha, frutos do mar, lactose, condimentos e uma longa lista de uma rigorosa dieta prescrita pelos médicos, em razão de doenças contraídas quando cortava seringa no meio da floresta. Aos seis anos, ela teve o sangue contaminado por mercúrio. Contraiu cinco malárias, três hepatites e uma leishmaniose.

A fome de conhecimentos é a terceira fome de Marina. Não havia escolas no seringal. Ela adquiriu os saberes da floresta através da experiência e do mundo mágico da oralidade. Quando contraiu hepatite, aos 16 anos, foi para a cidade em busca de tratamento médico e aí mitigou o apetite por novos saberes nas aulas do Mobral e no curso de Educação Integrada, onde aprendeu a ler e escrever.

Fez os supletivos de 1º e 2º graus e depois o vestibular para o Curso de História da Universidade Federal do Acre, trabalhando como empregada doméstica, lavando roupa, cozinhando, faxinando.
Fome e sede de justiça: essa é sua quarta fome. Para saciá-la, militou nas Comunidades Eclesiais de Base, na associação de moradores de seu bairro, no movimento estudantil e sindical. Junto com Chico Mendes, fundou a CUT no Acre e depois ajudou a construir o PT.

Exerceu dois mandatos de vereadora em Rio Branco, quando devolveu o dinheiro das mordomias legais, mas escandalosas, forçando os demais vereadores a fazerem o mesmo. Elegeu-se deputada estadual e depois senadora, também por dois mandatos, defendendo os índios, os trabalhadores rurais e os povos da floresta.
Quem viveu da floresta, não quer que a floresta morra. A cidadania ambiental faz parte da sua quinta fome. Ministra do Meio Ambiente, ela criou o Serviço Florestal Brasileiro e o Fundo de Desenvolvimento para gerir as florestas e estimular o manejo florestal.

Combateu, pelo Ibama, as atividades predatórias. Reduziu, em três anos, o desmatamento da Amazônia de 57%, com a apreensão de um milhão de metros cúbicos de madeira, prisão de mais 700 criminosos ambientais, desmonte de mais de 1,5 mil empresas ilegais e inibição de 37 mil propriedades de grilagem.

Tudo vira bosta


Esse é o retrato das fomes de Marina da Silva que - na voz de Rita Lee - a descredencia para o exercício da presidência da República porque, no frigir dos ovos, “o ovo frito, o caviar e o cozido/ a buchada e o cabrito/ o cinzento e o colorido/ a ditadura e o oprimido/ o prometido e não cumprido/ e o programa do partido: tudo vira bosta”.
...
Rita Lee é babaca? Claro que não, mas certamente cometeu uma babaquice. Numa de suas músicas - ‘Você vem’ - ela faz autocrítica antecipada, confessando: “Não entendo de política/ Juro que o Brasil não é mais chanchada/ Você vem… e faz piada”. Como ela é mutante, esperamos que faça um gesto grandioso, um pedido de desculpas dirigido ao povo brasileiro, cantando: “Desculpe o auê/ Eu não queria magoar você”.


A mesma bala do preconceito disparada contra Marina atingiu também a ministra Dilma Rousseff, em quem Rita Lee também não vota porque, “ela tem cara de professora de matemática e mete medo”. Ah, Rita Lee conseguiu o milagre de tornar a ministra Dilma menos antipática! Não usaria essa imagem, se tivesse aprendido elevar uma fração a uma potência, em Manaus, com a professora Mercedes Ponce de Leão, tão fofinha, ou com a nega Nathércia Menezes, tão altaneira.


Deixa ver se eu entendi direito: Marina não serve porque tem cara de fome. Dilma, porque mete mais medo que um exército de logaritmos, catetos, hipotenusas, senos e co-senos. Serra, todos nós sabemos, tem cara de vampiro. Sobra quem?

Se for para votar em quem tem cara de quem comeu (e gostou), vamos ressuscitar, então, Paulo Salim Maluf ou Collor de Mello, que exalam saúde por todos os dentes. Ou o Sarney, untuoso, com sua cara de ratazana bigoduda. Por que não chamar o José Roberto Arruda, dono de um apetite voraz e de cuecões multi-bolsos? Como diriam os franceses, “il péte de santé”.
O banqueiro Daniel Dantas, bem escanhoado e já desalgemado, tem cara de quem se alimenta bem. Essa é a elite bem nutrida do Brasil…

Rita Lee não se enganou: Marina tem a cara de fome do Brasil, mas isso não é motivo para deixar de votar nela, porque essa é também a cara da resistência, da luta da inteligência contra a brutalidade, do milagre da sobrevivência, o que lhe dá autoridade e a credencia para o exercício de liderança em nosso país.

Marina Silva, a cara da fome?
Esse é um argumento convincente para votar nela.
Se eu tinha alguma dúvida, Rita Lee me convenceu definitivamente.

José Ribamar Bessa Freire
Professor, coordena o Programa de Estudos dos Povos Indígenas (UERJ)
e pesquisa no Programa de Pós-Graduação em Memória Social (UNIRIO)
Fonte: http://gograpnacional.com..br/?p=1020

Este texto me foi enviado por um amigo e o deixo aqui como instrumento de profunda reflexão sobre um país que não aprendeu a enxergar a beleza.
Um país profundamente preconceituoso,profundamente discriminador,profundamente
ignorante......um país profundamente FAMINTO.....de coerência,justiça,compaixão,solidariedade.

Lya Carvalho Jardim