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domingo, 10 de janeiro de 2010

Uma bela reflexão

Declaração Universal dos Direitos Humanos – Lu Dias



Por mais otimista, que possa parecer, a Declaração Universal dos Direitos do Homem, que ora completa 60 anos, não passa de um ato de fé, uma vez que a crença é uma aliada de nossa vida afetiva.


A inteligência pode lhe dar corpo, mas não a governa. Não a faz existir por si mesma. Por isto, esta “declaração” é ainda inócua. No entanto, nós não a podemos dispensar, embora conheçamos todos os enganos que a permeiam.

Não podemos nos deixar levar pelo ceticismo edificado na observação do que vemos acontecer mundo afora, sem nenhuma prova de sua absoluta veracidade, com tal.

Tampouco devemos ser levados por um mero ato de fé, achando que ela existe de fato, enquanto a grande maioria a desconhece, quer no papel, quer na ação.

Não nos cabe achar que a existência da Declaração Universal dos Direitos do Homem, hoje sexagenária, tenha feito com que a humanidade desse um grande passo. Na verdade, ainda engatinhamos como bebês, mas pelo menos saímos da inércia de tempos anteriores.

Talvez seja ela, com todas as suas falhas, o guia mais importante da humanidade, até os dias de hoje. Cabe aos homens, colocá-la, de verdade, em ação. Pois este é o nosso desejo de ter uma humanidade melhor.

E esta, não se fará operante através de sonhos e feitiços, mas da ação concreta dos governantes. E quanto mais relegada ela for, mais intransigente e intolerante será o comportamento humano.

Aos governantes dos países mais evoluídos cabem o exemplo do cumprimento de todos os seus artigos e a reprimenda enérgica àqueles, que não os aceitam, quer por tirania ou apego ao poder.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos deve ser a lei que rege o mundo. Muito mais importante do que a constituição de cada país.

Somente atendo-se a seus artigos, podemos escorraçar a intolerância que gera a violência, sentimentos esses de que o mundo está impregnado. Caso contrário, nada poderá deter o dique da bestialidade. A História está aí para nos dar o veredito.

Temos que nos opor a tudo que denigre a imagem da humanidade. E é esta resistência por parte de alguns, que vem, com muito sacrifício, fazendo com que se cumpra a Declaração Universal dos Direitos Humanos, aqui e acolá.

No dia, em que a Declaração Universal dos Direitos Humanos inspirar a todos nós a certeza de que realmente rege a nossa raça, nada mais nos abalará. Pois teremos a sabedoria em reconhecer, que tudo será feito em benefício do homem e, em conseqüência, em prol do planeta.

Se os pais de santo, as cartomantes e as pitonisas, que povoam a Terra, contabilizassem o número de seus clientes, poderíamos ver como a humanidade ainda é ingenuamente crédula.

Mas não é dessa fé pessoal que este planeta precisa. Mas de uma fé humanitária não apenas relativa à humanidade, mas a todas as formas de vida, que habitam a mãe Gaia.

Aí sim, teremos uma Declaração Universal dos Direitos Humanos, de verdade.



http://www.almacarioca.net/declaracao-universal-dos-direitos-humanos-lu-dias/

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