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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Uma paisagem abstrata ? Uma leitura subjetiva?

Muitos já afirmaram que Deus e o comunismo eram coisas díspares.No entanto,uma leitura mais atenta mostrava que isso não era bem assim.
Desde os tempos mosaicos( e já postei neste blog sobre isso) que existem leis visando o bem social.
O bem comum já era objeto de atenção e isso foi há cinco mil anos.
Em todas as civilizações pessoas de preocuparam com outras pessoas.

Na China de 2.357 a.C,Yao -irmão de Ti-po- foi o primeiro dos 5 King(livros sagrados compilados por Confúcio). Os King são os documentos humanos mais antigos,com partes anterios a era de Moisés.
Yao foi um monarca modelo,tipo de homem que almejo encontrar no meu caminho,criou o que não havia e aperfeiçoou o que já existia.
Visitava as províncias promovendo atos de justiça e se informando das necessidades do povo,se tinha frio ou fome e o melhor, se seus sofrimentos podiam ser imputados ao rei.
Para que a verdade chegasse aos seus ouvidos com clareza,mandou que fosse colocado do lado exterior de seu palácio um grande quadro,aonde o povo podia escrever suas queixas ou dar conselhos.Ao lado estava um tambor que o suplicante tocava após escrever e o imperador em pessoa vinha resolver a questão,imediatamente,se estivesse no castelo.
Velou constantemente pelas cinco regras inalteráveis a saber; os cinco deveres entre pais e filhos,entre reis e vassalos, entre esposo e esposa,entre amigos,mancebos e velhos.
Até Yao a China estava inculya e quase desabitada, ele reuniu os homens e os dispos em existência social. Ensinou-lhes como abrir clareiras e canais
de escoação para as águas( as megalópoles não descobriram isso até hoje).Ensinou o plantio e a canção.Um dia um aldeão velho disse a Yao:
-Santo Monarca,possas tu,possuir grandes riquezas e ter muitos filhos!
Ao que Yao respondeu sorrindo:
-Rejeito os teus votos,as grandes riquezas trazem muitos cuidados e inquietações.Um grande número de filhos desgosto e uma vida longa faz que tenhamos de arrepender-nos de muitos erros!
Porém o velho continuou;
-Aquele que tem muitos filhos,confere a cada um deles uma parte de sua autoridade e consegue aliviar-se;o que possui grandes riquezas e as gasta espalhando-as no seio dos infelizes,aí encontra uma nascente de prazer.
Se o mundo é governado pela razão instruída,todas essas coisas caminham com ordem,se não é regido pela razão, é necessário ir cultivar a virtude na solidão.Para que abreviar a vida?
Até então era o rei quem procurava o seu secessor,Yao instituiu o conselho de estado.
Mesmo assim sucedeu-o o filho yao-Choun.
Choun dizia aos seus chefes de estado(pastores).
-Devemos tratar com HUMANIDADE os que vêm de longe.
-Instruir os que estão perto.
-Estimular os homens de espírito e aproveita-los.
-Fiar-se nas pessoas honradas e não frequentar os maus.
-Príncipes e ministros devem saber colocar-se com superioridade as dificuldades de suas posições.
-Não deixar desconhecidas as pessoas sábias.
-Estabelecer a paz.
-Cuidar para que não sejam maltratados os que não estão em estado de fazer ouvir suas queixas.
-Não aandonar os pores e os desgraçados.
-Por à testa dos ministérios aqueles que forem capazes de administrar bem a causa pública,afim de que reine em toda parte a ordem e a justiça.
-Ver a fome das pessoas e semear todo tipo de grão,conforme a estação.
-Sê indulgente e meigo.
-Se há entre o povo ladrões e assassinos,cumpra-se a lei.
-Que sejam perseverantes sem dureza ou crueldade,que tenham discernimento sem orgulho.
-Convém não apressar uma decossão aonde houver dúvida e dificuldade.
-É preciso saber ouvir o que o povo pensa,estejam atentos,pois,os que governam o povo.
O ministro Hi dizia:
devemos vigiar sobre nós mesmos não cessando de nos tornarmos melhores e não permitirmos que as leis sejam violadas,devemos evitar(como autoridades) os divertimentos excessivos e os prazes vergonhosos.
Chaoun foi tão bom quanto seu pai.
Voltando ao assunto que me faz refletir, a DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS.
Pessoalmente tenho uma visão do que possam ser esses tais "direitos humanos".
Não sou uma pessoa que siga dogmas,crendices ou que abaixe a cabeça para tudo.
Minha melhor definição seria: uma pessoa que acredita no que a maioria nem desconfia que exista.
Tenho fé numa energia superior,em algo que não tem explicação científica,racional,exata.
Acredito em coisa que provei,para mim mesma,que eram corretas e verdadeiras.
Venho armazenando provas em favor da dignidade humana, venho fortalecendo minha fé em leis e códigos que sejem justos.E existem muitos.
35 anos vendo injustiça e maldade, e mesmo assim vejo uma luz que cresce e se fortalece.
A DUDH pode não ser a melhor coisa deste planeta,mas é tudo que nos resta.
Não vejo saída fora dela.
Acredito que pessoas de bom senso e de boa fé possam melhora-la,amplia-la,torna-la cada vez melhor...aperfeiçoar esta arma na defesa da dignidade dos seres humanos.
Uma poderosa arma na defesa da justiça,da dignidade e da fé naquilo que nos diferencia das feras.
No momento,vendo o planeta como anda, não ouso discutir uma vírgula fora da declaração.
A DUDH não pode ser vista como algo a ser modificado e sim como algo a ser cuidado e respeitado,preservando a dignidade inerente a todos os membros da família humana e de seus direitos iguais e inalienáveis como o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo.
Me recuso a ver a DUDH como alvo de uma RETÓRICA,vazia e bela.
Ela é sim,um código de honra para todos que ainda acreditam que a vida vale ser vivida,apesar de tudo,e talvez por isso mesmo.
Estamos no tempo da desesperança,nada faz muito sentido nessas sociedades hipócritas,desleais,desumanas,injustas.
Vivemos no tempo do ter e não do ser.
Se as velhas ideologias não deram certo,as novas também não.
As mentiras se multiplicam,oficiosas e oficiais,como detecta-las?
Não nos ensinam a pensar, reflexão não faz parte da grade escolar...e não importa se o ensino é fundamental ou superior.
Universidades estão abarrotadas de gente que mal entende o que fala.
A universidade perdeu, e faz muito, a razão de ser.Faz um bom tempo que deixou de ser a " catedral do saber" para advogar a tecnicidade,para exaltar o poder do lucro imediato,para coroar o consumismo desenfreado de seus pupilos.
A universidade pública é para quem pode pagar. E o que isso influência os direitos humanos? Tudo.
Pois cada defensor de DHs pincela sua aquarela.
Sabemos o quão subjetiva pode ser a mente humana.
Cada pessoa faz sua leitura dentro de suas limitações,seus preconceitos e seu conhecimento do mundo que o cerca.
Como as escolas não ensinam o poder da reflexão, o poder do pensamento contextualizado, a ciência milenar de pesar aquilo que é justo...a Dudh ainda é vista como um sonho,uma quimera,uma coisa sobre a qual se deve debater e questionar,mas não vivenciar.
Nós, os brasileiros, temos leis muito boas,mas esquecemos de exigir o seu cumprimento.
As leis estão mais longe do povo do que o futebol,o samba e a cachaça.
O ensino superior que deveria ajudar no fortalecimento da cidadania,se perde nos meadros da tecnicidade,fica sendo um simples e vulgar curso profissionalizante.
Tudo muito prático,não cabem na modernidade a filosofia,a investigação literária, o amor pela história universal,o conhecimento do outro como agente de transformação social.
Sofremos a praga do imediatismo e do especialista, não que eles não sejam necessários.
Mas não pode ser apenas isso.
Admito discutir a DUDH sim,mas na luz de todas as leis humanitárias que já existiram.
Admito disseca-la,mas sob a lupa do bom senso e da justiça social, tendo como fio de Ariadne o contexto histórico das conquistas sociais.
Não posso abrir mão de um ponto ou vírgula de tudo que ainda está sendo conquistado.
Nós ,os seres humanos,somos tolos. Não descobrimos como organizar uma sociedade justa,ética,solidaria,livre e sonhamos mudar aquilo no qual fraqueja nossa pouca ou nenhuma fé.
Fé sim, sem fé e sem esperança nada de sonhos,nada de lutas,nada de conquistas, pessoais ou sociais.
O que não foi sonhado/imaginado por alguém não tem como existir no mundo real.
Somos feitos da mesma matéria do universo.
Somos feitos de terra,de fogo,de água e de ar.
Nosso combustível se chama fé e esperança. A fé nos faz acreditar no que não podemos provar,mas que nossos corações sabem ser verdadeiro.
A esperança é o que nos força a continuar,apesar de toda dor.
Acreditar nos DHs é mais do que uma coisa bonita.
A vida neste planeta depende disso.
Os que verdadeiramente defendem uma coisa chamada DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS,são os que conseguem ama-la por dentro,em suas entranhas.
São os que não temem apontar-lhe as falhas e lutar para que as arestas possam ser aparadas, em beneficio de todos.
Porque muitas vezes não é a DUDH que está errada...é o olhar que temos sobre ela.

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